Quando saiu da piscina na semifinal dos 100m livre, Cesar Cielo avisou: “Segurei um piano nas costas, está difícil nadar”. Nesta quinta-feira, no retorno ao Centro Esportivo Oriental, ficou claro que a frase não era mero jogo de cena. Na prova que lhe deu a primeira medalha olímpica da carreira, o brasileiro penou para ir e voltar na piscina. Para ir, nem tanto, já que fez a virada na frente. Nos últimos 50m, contudo, o piano pesou. Cielo perdeu fôlego, viu três rivais apertarem as braçadas e, por apenas um centésimo, ficou fora do pódio. Bateu em quarto lugar com 48s01, e o bronze escorregou para as mãos do francês William Meynard. O ouro, como tinha previsto o próprio Cesar, ficou com o australiano James Magnussen, e a prata com o canadense Brent Hayden.
Cesar Cielo: após ouro nos 50m borboleta, pódio dos 100m livre bate na trave (Foto: Satiro Sodré/AGIF) Em Roma, há dois anos, Cielo venceu os 100m livre com direito ao recorde mundial que dura até hoje, 46s91. Em Pequim-2008, já tinha conquistado o bronze da prova, seu primeiro pódio olímpico. Desta vez, o cenário foi diferente. Quarto melhor das eliminatórias e quinto da semifinal, Cielo admitiu que o julgamento por doping prejudicou a reta final da preparação. O tal “piano” não o impediu de ganhar o ouro nos 50m borboleta e não tira dele o favoritismo nos 50m livre, que terá sua final disputada no sábado. Nos 100m, contudo, não basta cruzar a piscina, é preciso voltar. E foi aí que o brasileiro perdeu fôlego.
fonte: globoesporte.com































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